|

| |
Existe
alguma solução prática para impermeabilização de floreiras e áreas
irregulares da construção?
Todo edifício, toda construção possui particularidades
construtivas que precisam ser corretamente impermeabilizadas.
Quando se fala de lajes, de caixas d'água não há muita discussão. Os métodos e
sistemas já são razoavelmente conhecidos, e não são nem tão discutidos.
Mas é raro um
projeto onde não haja uma laje de térreo (ou de cobertura) com floreiras,
jardins, espelhos d'água, ou, como dizem os engenheiros, alguma outra invenção
de arquiteto para complicar um projeto. São variações da construção com
dimensões e formas que geralmente fogem do padrão "quadrado-retangular".
E então surgem algumas dificuldades.
Impermeabilizar estas coisas com manta requer cortes e recortes, emendas e
ajustes, arremates e reforços, além de um aplicador que já tenha trabalhado em
algum Natal fazendo embrulhos pra presente. Tem que saber fazer até "lacinho"
com a manta e o maçarico. Dá um trabalho danado, e os riscos de vazamentos são
grandes (aumentam à proporção das emendas e arremates).
Daí aparece a sugestão de fazer a impermeabilização com argamassa polimérica.
Realmente é bem mais fácil de aplicar. E é o recomendável em casos menores. Só
que não tem a flexibilidade necessária nos casos onde ela é necessária (como em
floreiras e canteiros maiores e spas).
E que tal então um sistema tão fácil como a argamassa polimérica e até mais
flexível do que manta?
É aplicado como uma tinta grossa, a frio, pode ser estruturado com tela e
adquire o formato da parte a ser impermeabilizada, por mais irregular que ela
seja.
Estamos sugerindo o uso de membranas elastoméricas.
Podem ser membranas asfálticas (os asfaltos elastoméricos diluídos em solvente)
ou acrílicas (emulsões aquosas de polímero acrílico puro). Aliás, no caso dos
asfalto elastoméricos, a composição do produto seco (asfalto + elastômero) é
igual ou melhor do que a manta propriamente dita, razão pela qual alguns
apelidam este produto de "manta-líquida".
Melhor do que dizer como funcionam é mostrar alguns exemplos:

Esta cobertura aparece aqui tratada com asfalto elastomérico (estruturada com
tela de poliéster). Ainda receberia tratamento com uma camada de membrana
acrílica, para que os raios UV não danificassem a camada asfáltica (aliás, se
quiser rever de que forma os raios UV do sol atuam,
clique aqui)
Imagine tratar uma área tão irregular com mantas... Seria a festa internacional
das emendas, arremates e reforços.

Aqui ao lado aparece outro caso similar. O número de vigas invertidas impede o
trabalho normal com manta e as dimensões exigem flexibilidade. A foto mostra a
aplicação do asfalto elástomérico com rolo de pintura comum.
O tratamento usado nestes dois casos seguiu o seguinte padrão:
1) aplicação do primer de asfalto elastomérico (+- 300gr/m2)
2) aplicação de 2 ou 3 demãos de asfalto elastomérico em solução, entremeadas
com tela de poliéster 2x2 comum (o consumo é de +- 1kg/m2 por demão - vale
lembrar que 4 demãos produzem uma camada de aproximadamente 3 ou 4 mm de
espessura)
3) aplicação de uma ou duas demãos de membrana acrílica pura, também com rolo.
Uma opção a este tratamento é a aplicação de proteção mecânica tradicional.

Esta foto registra outro tipo de tratamento. Um teto em abóbadas está aqui sendo
tratado com emulsão de resina acrílica, estruturada com tela de poliéster 2x2
normal. Antes a superfície foi submetida aos reparos necessários e tratada com
argamassa elastomérica.
Nós o convidamos a conhecer outra aplicação que recentemente desenvolvemos na
Pfizer-Guarulhos, destacada em outra matéria desta mesma edição do Dica Certa.
Clique aqui para acessá-la.
-> clique aqui
para ver as dicas publicadas anteriormente
-> clique aqui para conhecer um pouco mais sobre a
PROTECTO
-> clique aqui para falar conosco
->
ou clique aqui para voltar ao DICA CERTA
|