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ARTIGO TÉCNICO
Tintas - dentre tantas existentes, como
escolher? Só pelo preço?
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autor:
Carlos Sider
engenheiro e administrador de empresas, com mais de 25 anos de experiência
no ramo de tintas e produtos químicos para construção, tendo sido Diretor de
diversas empresas fabricantes. É hoje diretor da Magna/Protecto |
Este é o primeiro artigo de uma
nova série de artigos que estaremos publicando sobre Pintura.
Há tinta para parede, para interiores, para exteriores, para madeira, para
ferro, tinta para plástico, tinta automotiva, tinta em pó, tinta industrial,
tinta isso, tinta aquilo. Tinta à base d'água, tinta a base de solvente,
tinta sem solvente,mono-componente, bi-componente. Há tinta, há verniz, há
verniz colorido. Tinta que pode ser aplicada sobre ferrugem, tinta que não
pode ser aplicada sobre ferrugem. Enfim, a cada dia uma novidade. E a cada
novidade, mais uma dúvida para quem precisa usar e não sabe qual escolher.
E como não podemos esquecer, dentre as "iguais" há as que custam até 3 ou 4
vezes mais do que as outras. Milagre? Exploração de alguns? Picaretagem de
outros?
Aqui nos propomos à dura tarefa de, falando português, lhe ajudar a entender
algo mais sobre isso.
E não há outra forma de fazer isso sem que você saiba que toda e qualquer
tinta, basica e resumidamente, é formada de:
1) resinas - a alma de qualquer tinta
2) pigmentos - a aparência de qualquer tinta
3) o resto dos "temperos" desta sopa - o toque "pessoal" de cada
tinta
Uma tinta bem formulada é o conjunto coeso de todos estes componentes (mais
de 20 em uma tinta comercial). Cada um com sua função, mas todos se somando.
Quando falamos da resistência de uma tinta ao intemperismo, da resistência
ao ultravioleta da luz do sol, da resistência a certos produtos químicos,
estamos falando principalmente da resina. Ou do sistema de resinas (usam-se
misturas).
Quando falamos de cores, de nuances, e da resistência destas cores ao
envelhecimento, ao amarelecimento (para tintas brancas ou cores-pastéis),
estamos falando principalmente dos pigmentos (ou melhor, da soma de
pigmentos e cargas).
Tinta brilhante ou fosca? Tem mais a ver com a resina. E com alguns
"temperos". Seca mais rápido do que outra? Escorre menos ou nem escorre da
parede? Resiste a mofos e fungos? Tudo isso tem a ver com os "temperos".
Enfim, sem querer estender demais os exemplos, dosar todos estes componentes
e obter um produto coeso, eficiente, prático e de custo competitivo é a
encomenda de todo formulador, que é geralmente um químico experimentado nas
reações de cada um dos componentes em diversas situações. E é claro, fora o
químico, existe sempre uma certa pressão econômica de qualquer fabricante em
conseguir mais com menos custo. O que não evita que um mesmo fabricante
tenha diferentes linhas de produtos, umas mais nobres, outras nem tanto,
mais caras ou mais baratas. Sinal de que, dentro da lata, os "habitantes"
não são exatamente os mesmos.
Como escolher uma tinta? Além da experiência, é bom se informar um pouco
do que cada uma traz dentro da lata. Não é necessário ser um químico para
entender alguns princípios básicos.
E nós o convidamos a seguir conosco nesta série, que continua em nossas
próximas edições.
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