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ARTIGO TÉCNICO
Tintas de parede e alguns de seus
segredos de formulação.
É bom saber algumas das coisas que muitas vezes ficam só com os
formuladores. Elas podem fazer boa diferença na sua pintura
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autor:
Carlos Sider
engenheiro e administrador de empresas, com mais de 25 anos de experiência
no ramo de tintas e produtos químicos para construção, tendo sido Diretor de
diversas empresas fabricantes. É hoje diretor da Magna/Protecto |
Este é o terceiro artigo de uma
nova série de artigos que estamos publicando sobre Pintura.
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Pintar paredes pode parecer simples. E é. Mas existem algumas pequenas
coisas que vale a pena saber.
1) um negócio chamado tixotropia
Pode parecer nome de doença, mas não é. Trata-se de uma característica de
alguns fluidos. E as tintas de parede (a grande maioria, pelo menos) levam
aditivos assim.
Para que? Como funcionam?
Imagine-se com um balde cheio de água. Se você começa a mexer na água com a
mão, lentamente, quase não precisa fazer força. A água não oferece grande
resistëncia. Mas se você começar a agitar vigorosamente a água precisa fazer
mais força. A água oferece maior resistência. A água é um fluido
"newtoniano", caso você queira saber.
Com os fluidos tixotrópicos é o contrário. O comportamento é o inverso. Uma
tinta na lata, sem qualquer agitação, é grossa, viscosa, quase uma massa.
Sob agitação ou sob esforço mecänico, fica mais fluida.
Cultura inútil? Talvez não. Controle os ímpetos de seu pintor de querer
diluir a tinta, pois está "muito grossa". Só parece. Na hora da aplicação, a
tinta "estica" bem. O rolo, ou o pincel, são ferramentas que acabam
aplicando uma boa força sobre a tinta, fazendo-a perder viscosidade. Assim
que o rolo deixa a tinta sobre a parede, removida a força, a tinta fica lá,
viscosa de novo, o que garante que ela não escorra. Enfim, é pra isso que
serve a tal da tixotropia.
2) aditivos antimofo
Toda tinta que presta contém agentes biocidas para duas finalidades.
Primeiro, para que micro-organismos não se desenvolvam dentro da lata, antes
da aplicação. Depois, algumas mais, outras menos, para proteger a tinta de
formação de mofos e fungos após aplicada e seca.
3) escolha bem se a tinta será brilhante, semi-brilho ou fosca
Além do gosto e preferência, lembre-se sempre que quanto maior o brilho,
mais a tinta revelará irregularidades da parede a ser pintada. Uma tinta
fosca, ou mesmo levemente texturada, esconde estas irregularidades.
4) cuidado com as misturas de tinta
Tem gente que gosta de misturar tinta velha com tinta nova, tinta de cores
diferentes, tinta de fabricantes diferentes, uma salada só. Tem gente que
até mistura tinta boa com uma massa corrida bem baratinha, só pra fazer uma
"textura". Cuidado! Estas misturas podem mexer com o equilíbrio dos agentes
emulsionantes, dispersantes, umectantes, e uma grande quantidade de outros.
Alterando-se estes, pode-se ter um resultado desastroso, talvez não na lata
nem no rolo, mas na pouca durabilidade.
Nós o convidamos a seguir conosco nesta série, que continua em nossas
próximas edições.
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