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Drenagem - Aspectos Gerais
Como o nome já diz, drenagem é prover dreno, fazer drenar. Dreno é ralo, é
escape, é caminho de saída.
Já que é inevitável que a água caia e infiltre, nada melhor do que dar a ela um
caminho preferencial que permita sua plena captação e seu envio para os devidos
escoadouros, evitando que ela se acumule e, enquanto se acumula, promova
estragos. Simples e óbvio, mas pouca gente faz. Ou porque subestima o tamanho do
estrago que uma enxurrada pode fazer, ou porque não imagina que isso é algo
aplicável a construções de pequeno porte.
Drenagem é algo antigo em estradas. Pelo menos na teoria toda estrada deveria
ser objeto de uma boa drenagem, evitando formação de poças, lençóis de água,
enxurradas. No Brasil, ainda que venha aumentando o número de boas estradas, é
lamentável que se conte nos dedos das mãos as estradas
com
uma boa drenagem.
Este é o
esquema clássico de uma drenagem em estrada.
A cada lado da estrada se constrói uma vala drenante, composta de brita
envelopada com um geotêxtil. Dentro deste "casulo" corre um tubo drenante, que
conduz a água captada a um local adequado conforme a topografia do terreno, de
forma a
evitar desbarrancamentos, deslizamentos, etc.
Em estradas multi-pista os cuidados não são exatamente tão simples, mas não é o
nosso objetivo aqui discutir este tema.
Vale entretanto o paralelo entre esta vala drenante para estradas e uma clássica
vala drenante para ser usada em construções de menor porte.
O foto ao lado
mostra a construção de uma vala drenante ao lado de uma residência, com a
finalidade de captar a água do fundo e do lado da propriedade, conduzindo-a para
a frente aos bueiros e escoadouros adequados.
O esquema
construtivo desta vala é exatamente o mesmo da vala para estradas, conforme
indicado aqui. Abre-se uma vala simples no solo. Forra-se a vala com uma camada
de geotêxtil com sobras laterais na parte superior. Posiciona-se o tubo dreno
(dimensionado conforme o volume de água que se pretende captar), observando a
correta inclinação e posicionamento do mesmo dentro do leito de brita que se usa
para encher a vala. Uma vez completa a mesma, fecha-se o envelopamento com as
sobras de geotextil na parte superior e procede-se a um aterramento.
O uso de geotêxtil é vital para que se evite a colmatação (entupimento e
colapso) dos poros da brita e do tubo dreno. Funciona na prática como um filtro
para os solo de baixa granulometria (barro).
A existência de um dreno como este evita:
- que a água se infiltre pelo solo abaixo da casa, provocando infiltrações de
dano estético e funcional;
- que a água (em geral suja e barrenta) se acumule ou empoce nos corredores ou
arredores da casa;
- que o solo sofra compactação e lixiviação pela passagem da água (voçorocas),
causando trincas em contrapisos e outros danos mais graves;
- permite que os cuidados com impermeabilização das partes próximas sejam
minimizados, considerando que a água não mais permanece junto às estruturas, mas
possui um bom sistema de escoamento e drenagem.
Esta
foi a descrição de um sistema clássico e simples de drenagem. Em nossas próximas
edições estaremos apresentando sistemas de drenagem mais atualizados, mais
compactos e mais funcionais para construções dos mais diversos portes.
Consulte a relação abaixo com os temas já disponíveis:
- drenagem & impermeabilização em jardins suspensos
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